segunda-feira, 29 de junho de 2009

Começando experiências com o Android: MyTracks



Caros amigos,

nesse fim de semana comecei a usar o HTC G1 na versão Google Developer Phone. Passei horas experimentando de tudo no smartphone e vou publicar periodicamente aqui algumas novidades da plataforma.

Hoje vou falar da minha primeira experiência com o MyTracks. Trata-se de um software que usa o GPS embutido do celular para gravar trilhas (rotas, etc.), publicá-las na web e gerar estatísticas diversas. Vocês podem ver maiores detalhes no site da ferramenta.

Para começar, gravei o caminho da minha casa até o trabalho, conforme o mapa abaixo. O resultado deixou a desejar principalmente no trecho inicial, pois parece que o GPS do G1 demorou um tempo razoável para "fixar o sinal" do satélite. Mas obviamente vou fazer novas experiências com o produto pois o conceito é bem legal!


Visualizar Casa-Trabalho V.1.0 Android em um mapa maior

terça-feira, 23 de junho de 2009

Canadá 2009: resumão da viagem


Como costuma fazer o pessoal do Engadget ou do Gizmodo, postamos abaixo um resumão da nossa aventura pelo Canadá. Os posts estão organizados cronologicamente e agrupados por regiões:

Preparativos:

Costa leste do Canadá:

Costa oeste do Canadá:

segunda-feira, 22 de junho de 2009

10 aspectos em que o iPhone mudou para sempre o mundo dos smartphones


Interessante matéria do BusinessInsider descreve 10 aspectos em que o iPhone influenciou ou mudou definitivamente o mundo dos smartphones:

- 01: design e experiência de uso focados na tela (não no teclado)
- 02: controle por toque - por enquanto não existe interface mais simples para manusear um smartphone
- 03: multi-touch - pinçar para ampliar ou reduzir imagens e páginas é a forma mais fácil e intuitiva já criada. Tanto que foi recentemente adotada em notebooks...
- 04: acelerômetro - você gira o iPhone para o lado e a foto ou a página se adequa ao novo posicionamento do aparelho. Show! E imitado recentemente por quase todos os concorrentes...
- 05: preço - a política de preços abaixo de USD 200 nos EUA popularizou muito os smartphones. Ainda me lembro da época em que um PDA mais simples custava USD 400 ou USD 500.
- 06: App Store - você já teve PDA? Já procurou por soluções perdidas no mar sem fim que é a Internet? Conectar-se à App Store através do seu iPhone ou iPod Touch e navegar pelos catálogos agrupados por categoria ou procurar por palavras-chave é muito bom!
- 07: 70% de participação para desenvolvedores - já trabalhei com o esquema de distribuidor de software e nunca recebi 70% do faturamento. É isso que a Apple dá aos desenvolvedores. Excelente! Dá até vontade de começar negócios na área...
- 08: Interface baseada em gestos - o meu sobrinho mexe no iPod Touch da minha esposa e no meu iPhone desde os três anos. Ensinei a ele como clicar e como rolar listas de itens e pronto!
- 09: melhor web browser para smartphone - quem usa o iPod Touch ou o iPhone muitas vezes até abandona os notebooks para acessos eventuais à web. Para ir ao cinema, por exemplo, não ligo mais um notebook: abro a página do cinema no iPod Touch e fico sabendo dos horários em 30 segundos!
- 10: video - dos 10 aspectos citados na reportagem, este é o único ainda não comprovado. Acredita-se que a boa tela, a câmera melhorada e o ótimo par processador-vídeo no iPhone 3GS podem melhorar muito a experiência com vídeo em aparelhos móveis...

Vale conferir os detalhes no link original.

domingo, 14 de junho de 2009

09/06/2009 - Outro dia em Whistler


Esta viagem vai nos deixar uma vontade gostosa de retornar a diversos lugares maravilhosos que conhecemos. um dos principais com certeza é Whistler. Que lugar delicioso!

Passamos por lá no trajeto Kamloops-Vancouver. A viagem foi muito bonita e inesperada mas também longa e cansativa. Por isso, chegamos a Whistler naquele sábado por volta de 16 horas com muita fome e pouca energia para passeios (é bom lembrar que vínhamos de uma semana inteira nas Rochosas). Almoçamos o mais rápido que pudemos e, aliviados, saímos para conhecer a pé a vila. Gostamos muito mesmo! Compras, restaurantes, muita beleza natural, lindos hotéis, diversão de todo tipo. Mas as horas passaram rapidamente e tínhamos que rumar para Vancouver. Então decidimos voltar ainda nessa viagem.



Nesta terça-feira (09/06/2009) cumprimos a promessa. E valeu muito a pena! Fizemos calmamente o lindo caminho Vancouver-Whistler (através da highway Sea-to-Sky (Mar ao Céu)) e chegamos a Whistler por volta de duas e meia da tarde.

Imediatamente fomos para a Whistler Peak-to-Peak Gondola. Trata-se de uma gôndola (bondinho, teleférico ou sei lá o nome daquilo) para duas a quatro pessoas muito legal que sai da praça principal de Whistler e nos leva ao topo de duas montanhas: a Whistler Mountain e a Blackcomb Mountain. Primeiramente subimos cerca de 1200 metros da base (600 metros acima do nível do mar) até o topo (1800 metros acima do nível do mar) da Whistler Mountain. Lá existe uma base de apoio com restaurante, loja, mirantes e a infraestrutura para as inúmeras pistas de esqui que partem de lá. Ah, esqueci de falar: da gôndola vimos um baita urso preto, dos grandes mesmo. Pena que não conseguimos fotografá-lo...



A poucos metros desta base, existe um terminal para embarque e desembarque no Peak-to-Peak, a parte mais legal do passeio. Você entra em outra gôndola (esta comunitária, para umas dez a quinze pessoas) que atravessa o vale entre as duas montanhas. A distância de quatro quilômetros é percorrida em uns 11 minutos e chegamos a ficar a mais de 400 metros do solo (o fundo do vale, onde passa um rio) pendurados por um cabo esticado por mais de três quilômetros entre duas torres. Absolutamente impressionante! Essa novidade foi inaugurada há poucos meses e deve bombar nas olímpiadas de inverno de 2010, que se realizarão em Vancouver e Whistler. Gostamos demais de ter experimentado em primeira mão! Ao final do passeio, voltamos nas duas gôndolas à base em Whistler.







De volta à vila, fizemos algumas boas compras (sim, é possível!) e tivemos um delicioso almoço no concorrente canadense do Outback: The Keg. Dica do meu amigo Alexandre Coelho, adorei a qualidade e o serviço deste steakhouse. Comida de primeira!



Por volta das 19 horas, retornamos para Vancouver ainda a tempo de aproveitar o pôr-do-sol na linda estrada Sea-to-Sky. Whistler nos verá novamente em breve!

01/06/2009 - Comemoração dos sete anos de casamento entre Kamloops e Jasper


Naquela segunda-feira (01/06/2009), saímos bem cedo de Kamloops. Ou pelo menos o mais cedo que conseguimos. Afinal, o dia anterior passado nos outlets americanos, nas estradas e nas barreiras de imigração EUA-Canadá foi de lascar!

Onze da manhã estávamos na estrada e, para nossa surpresa, ela já começou a ficar bonita mesmo perto de Kamloops. Um rio e uma ferrovia à beira da estrada dava um toque especial à paisagem meio desértica da região. Por volta de uma da tarde começamos a ver picos com neve, um sinal de que estávamos nos aproximando das Montanhas Rochosas!





Na famosa cidade de Clearwater, paramos para obter informações a respeito do parque Wells Gray e de suas cachoeiras e lagos. Como o acesso às belezas da região não era fácil, resolvemos visitar apenas a mais próxima delas, o lago Dutch. Ele fica a uns 2km da estrada e com certeza vale a parada. Muito bonito, com chalés e casas ao redor. Muito verde e alguns picos nevados ao fundo completam o cenário de cartão postal!







Lá pelas duas e meia retomamos a viagem, que ainda seria bem longa. Ao todo rodamos quase 600 quilômetros neste dia. O caminho foi ficando cada vez mais bonito mas a fome exigiu uma parada. Num dia tão especial por comemorarmos sete anos de casamento e estarmos a caminho de uma região maravilhosa, resolvemos seguir uma dica obtida na Internet e procuramos pelo restaurante Caribou Grill, na cidade de Valemount. Ele é mantido por um chef austríaco que se mudou para a região décadas atrás. O cenário foi o ideal: um restaurante todo de madeira, exclusivo para nós (parecia até que eu tinha reservado), ao pé de um pico todo nevado em uma cidadezinha bem afastada de tudo! Desfrutamos bem o momento, sem pressa alguma. Tiramos fotos, conversamos bastante e saboreamos os bons pratos locais servidos: saladas caesar como entrada (além de deliciosos pães frescos com cream cheese) e suculentos bifes com legumes cozidos, baked potato e brócolis ao molho branco como prato principal. Tudo isso sentados à janela com vista para picos nevados...





Como infelizmente não podíamos ficar ali pra sempre e tínhamos muito chão até Jasper, voltamos à estrada lá pelas cinco e meia da tarde. Apenas trinta minutos depois começamos a ver o imponente Monte Robson. Maravilhoso com os seus mais de 3.500 metros de altitude. Na mesma parada (misto de viewpoint (mirante) e rest area (área de descanso)), admiramos o monte Terry Fox e nos emocionamos com a história daquele que deu o seu nome ao monte. Trata-se de um rapaz que descobriu ter câncer aos 18 anos de idade em 1978 (se não me engano) e resolveu cruzar o Canadá correndo para divulgar a causa da luta contra o câncer. Ele perdeu uma perna por causa da doença e continuou a correr usando prótese. Infelizmente ele veio a falecer antes de completar 23 anos de idade e o seu objetivo. Mas os mais de 5 mil quilômetros percorridos por ele serviram de exemplo e inspiraram a criação de centros de pesquisa contra a doença e renderam a ele a mais do que merecida homenagem...





Voltamos à estrada meia hora depois e continuamos a nos aproximar do monte Robson, cada vez mais impressionante. Paramos mais algumas vezes para admirá-lo. Foi meio parecido com a nossa obsessão pelo Osorno quando visitamos o sul do Chile...



Mais alguns belos lagos vão aparecendo no caminho e não nos cansamos de parar e admirar as paisagens.



Por volta de sete e vinte cruzamos a divisa dos estados de British Columbia com Alberta e entramos definitivamente na região das Montanhas Rochosas. Que emoção! Dois minutos depois pagamos a licença (nem tão cara) para visitar todos os parques da região e estamos livres para curtir tudo.





Parecia até combinado: menos de quinze minutos depois de entrarmos no parque, avistamos o primeiro "wild lifezinho" da viagem. Um alce se alimentava calmamente à beira da estrada. Paramos a uma distância razoável e ficamos lá a admirá-lo e tirar fotos.



No pique total da viagem, chegamos por volta de nove da noite em Jasper (ainda com razoável luminosidade) e fomos conhecer os lagos Pyramid e Patricia. Lindíssimos! Finalmente nos recolhemos ao nosso chalé à beira deste último por volta de dez horas da noite. Que dia!!!



quarta-feira, 10 de junho de 2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

06/06/2009 - Surpresas e mais surpresas


Este último sábado (06/06/2009) começou em Kamloops, cidade que usamos como base para nossos grandes deslocamentos entre Vancouver e as Montanhas Rochosas. Já tínhamos ficado lá quando saímos de Vancouver, passamos pelos EUA e fomos para as Rochosas (31/05/2009, domingo passado) e agora, depois de seis dias de muita natureza e aventura, retornamos de Banff para Whistler e Vancouver também através desta prática cidade.

Após o café da manhã, rumamos para Whistler. O GPS indicava 290 quilômetros de estrada e quatro horas de viagem. O Google Maps indicava a mesma distância em três horas e quarenta e cinco minutos. No entanto, o nosso tempo total de estrada foi de cerca de cinco horas e meia. E não achamos ruim! Diversas paisagens e experiências totalmente inesperadas se apresentaram seguidamente pelo trajeto. As placas indicaram "Scenic Route" e entendemos porquê. O que era para ser um deslocamento sem qualquer destaque se transformou em um dos pontos altos do dia...

Logo na saída de Kamloops avistamos o belo lago Kamloops (nem sabia que existia um). Bem diferente dos que vimos nas Rochosas, fica em uma região desértica e bem aberta. Cheio de pequenos cânyons, apareceu em seguida o Juniper Beach Provincial Park, pequeno parque do estado de British Columbia. Paramos um pouco à beira da estrada para curtir o visual árido e belo.





Em seguida, entramos no Marble Canyon Provincial Park, outro pequeno parque estadual. Logo avistamos um lago maravilhoso, o Pavilion Lake, com diversas tonalidades de verde e cercado por altas montanhas e muita mata. Ainda neste parque passamos depois por outro lago também lindíssimo, cujo nome ficarei devendo...







Mais à frente a estrada começa a margear o rio Fraser. O cenário é impressionante: a estrada fica à beira de montanhas bem altas e uma ferrovia passa ao largo do rio no fundo do cânyon. Paramos diversas vezes e não cansamos de admirar a beleza de um lugar tão ímpar.




Então, chegamos ao famoso (e enorme) Seton Lake, o único de que tínhamos ciência na região. O mirante principal em que paramos permite uma vista privilegiadíssima do belíssimo lago e lá ficamos por alguns minutos apenas apreciando a paisagem.



Daí em diante a estrada começa a subir e descer algumas montanhas bem altas e as paisagens me lembram um pouco os relatos da minha mãe e da minha irmã a respeito da Bolívia. Desfiladeiros, pequenas pontes para apenas um carro, pavimento precário e muita, muita beleza! A velocidade média de deslocamento diminuiu bastante mas valeu
a pena! Encontramos até mais um amigo daqueles...





Depois de um trecho mais chato em highway de mão simples e movimentada, chegamos a Whistler. Que delícia de lugar! Lojas, restaurantes, muita badalação, lindas montanhas e lagos, muita diversão! Ficamos algumas horas, almoçamos e andamos bastante. Mas não o suficiente para considerarmos "visto" o local. Se der, voltaremos ainda nessa viagem!





Ah, rumamos para Vancouver pela deliciosa estrada "Sea to Sky" que costeia o mar na baía Horseshoe e chegamos a Vancouver por volta de 21 horas.

05/06/2009 - Tchau, Montanhas Rochosas!


Na sexta-feira passada (05/06/2009), infelizmente tivemos que nos despedir das Montanhas Rochosas. As altas expectativas que tínhamos com relação à região, fruto do relato de amigos e de informações coletadas em vídeos e na Internet, foram totalmente superadas. Visitamos três parques nacionais (Jasper, Banff e Yoho) e inúmeros lagos, glaciares, canyons e cataratas. Subimos em três montanhas (com o auxílio de bondinhos, claro!) e vimos quase todos os animais selvagens canadenses de que ouvimos falar!

Saímos de Banff por volta de 11 horas da manhã depois de um bom café no ótimo Rundlestone Lodge. Mais uma hospedagem bem sucedida no Canadá, totalmente recomendada! Rumamos para Lake Louise com o intuito de pegar mais um bondinho, subir nova montanha e ter mais visões aéreas de lugares bonitos. Desta vez, declinamos devido a (1) o clima e (2) o tempo necessário (não tínhamos grande disponibilidade pois iríamos passar por Yoho e dirigir 500km até Kamloops). Tudo bem!

Fomos então para as atrações do Yoho National Park. Infelizmente não fomos bem sucedidos em três delas: Lake O'Hara (parecia estar fechado e requeria marcação anterior), Takakkaw Falls (estrada fechada), Hoodoo Creek (estrada fechada). No caminho, passamos por algumas lindas paisagens e pela bela cidadezinha de Field.





Fomos então ao famoso Emerald Lake, lago que recebeu este nome por causa da tonalidade de suas águas. Belíssimo! Aproveitamos ainda para um bom almoço com a vista do lago. Foi uma delícia de passeio!





Em seguida, passamos pela Natural Bridge, ponte de pedra esculpida pelas águas do rio Kicking Horse. Trata-se na verdade de uma antiga cachoeira que se desativou quando as águas conseguiram perfurar as rochas abaixo da superfície, criando um "túnel" para descer a queda d'água. Acredita-se que futuramente um desabamento ocorrerá e tudo se transformará em um canyon.



Finalmente, rumamos para Kamloops, passando no caminho pelo Glaciar National Park e por inúmeros lagos à beira da rodovia. Aliás, apesar de ser uma estrada de grande valor comercial e pouco interesse turístico (e por isso um pouco menos de apoio ao viajante recreativo), vimos novas paisagens belíssimas!



A impressão que temos é que o Canadá é uma Suíça gigante: um país de onde só se sai por curiosidade mesmo, só para conhecer o resto do mundo e ver como pode ser mais complicado...