Naquela segunda-feira (01/06/2009), saímos bem cedo de Kamloops. Ou pelo menos o mais cedo que conseguimos. Afinal, o dia anterior passado nos outlets americanos, nas estradas e nas barreiras de imigração EUA-Canadá foi de lascar!
Onze da manhã estávamos na estrada e, para nossa surpresa, ela já começou a ficar bonita mesmo perto de Kamloops. Um rio e uma ferrovia à beira da estrada dava um toque especial à paisagem meio desértica da região. Por volta de uma da tarde começamos a ver picos com neve, um sinal de que estávamos nos aproximando das Montanhas Rochosas!
Na famosa cidade de Clearwater, paramos para obter informações a respeito do parque Wells Gray e de suas cachoeiras e lagos. Como o acesso às belezas da região não era fácil, resolvemos visitar apenas a mais próxima delas, o lago Dutch. Ele fica a uns 2km da estrada e com certeza vale a parada. Muito bonito, com chalés e casas ao redor. Muito verde e alguns picos nevados ao fundo completam o cenário de cartão postal!
Lá pelas duas e meia retomamos a viagem, que ainda seria bem longa. Ao todo rodamos quase 600 quilômetros neste dia. O caminho foi ficando cada vez mais bonito mas a fome exigiu uma parada. Num dia tão especial por comemorarmos sete anos de casamento e estarmos a caminho de uma região maravilhosa, resolvemos seguir uma dica obtida na Internet e procuramos pelo restaurante Caribou Grill, na cidade de Valemount. Ele é mantido por um chef austríaco que se mudou para a região décadas atrás. O cenário foi o ideal: um restaurante todo de madeira, exclusivo para nós (parecia até que eu tinha reservado), ao pé de um pico todo nevado em uma cidadezinha bem afastada de tudo! Desfrutamos bem o momento, sem pressa alguma. Tiramos fotos, conversamos bastante e saboreamos os bons pratos locais servidos: saladas caesar como entrada (além de deliciosos pães frescos com cream cheese) e suculentos bifes com legumes cozidos, baked potato e brócolis ao molho branco como prato principal. Tudo isso sentados à janela com vista para picos nevados...
Como infelizmente não podíamos ficar ali pra sempre e tínhamos muito chão até Jasper, voltamos à estrada lá pelas cinco e meia da tarde. Apenas trinta minutos depois começamos a ver o imponente Monte Robson. Maravilhoso com os seus mais de 3.500 metros de altitude. Na mesma parada (misto de viewpoint (mirante) e rest area (área de descanso)), admiramos o monte Terry Fox e nos emocionamos com a história daquele que deu o seu nome ao monte. Trata-se de um rapaz que descobriu ter câncer aos 18 anos de idade em 1978 (se não me engano) e resolveu cruzar o Canadá correndo para divulgar a causa da luta contra o câncer. Ele perdeu uma perna por causa da doença e continuou a correr usando prótese. Infelizmente ele veio a falecer antes de completar 23 anos de idade e o seu objetivo. Mas os mais de 5 mil quilômetros percorridos por ele serviram de exemplo e inspiraram a criação de centros de pesquisa contra a doença e renderam a ele a mais do que merecida homenagem...
Voltamos à estrada meia hora depois e continuamos a nos aproximar do monte Robson, cada vez mais impressionante. Paramos mais algumas vezes para admirá-lo. Foi meio parecido com a nossa obsessão pelo Osorno quando visitamos o sul do Chile...
Mais alguns belos lagos vão aparecendo no caminho e não nos cansamos de parar e admirar as paisagens.
Por volta de sete e vinte cruzamos a divisa dos estados de British Columbia com Alberta e entramos definitivamente na região das Montanhas Rochosas. Que emoção! Dois minutos depois pagamos a licença (nem tão cara) para visitar todos os parques da região e estamos livres para curtir tudo.
Parecia até combinado: menos de quinze minutos depois de entrarmos no parque, avistamos o primeiro "wild lifezinho" da viagem. Um alce se alimentava calmamente à beira da estrada. Paramos a uma distância razoável e ficamos lá a admirá-lo e tirar fotos.
No pique total da viagem, chegamos por volta de nove da noite em Jasper (ainda com razoável luminosidade) e fomos conhecer os lagos Pyramid e Patricia. Lindíssimos! Finalmente nos recolhemos ao nosso chalé à beira deste último por volta de dez horas da noite. Que dia!!!
2 comentários:
Ai, queria tanto ter conversado com vcs sobre a viagem, não deu tempo. Adorei essa de chalé à beira do lago, demais :) Como descobriram essa preciosidade?
Ainda vamos marcar pra vcs falarem o que não está no blog ;)
Beijos,
Pat
Hehehe... A Juninha e eu falamos de você neste chalé. Comentamos que você com certeza iria adorar. Torço para que muito em breve você se programe e realize essa viagem. Valeu muitíssimo a pena!
Um abração
Arnaldo
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