domingo, 28 de fevereiro de 2010

Dia gelado em Tóquio e Kamakura


Cansado por causa das andanças de ontem, acordei quase oito da manhã hoje. Saí do hotel às nove em ponto sob uma chuva fina e um frio danado. Esperei o trem por nove minutos, o que definitivamente é muito por aqui!

Rumei para a estação Tóquio, onde peguei o trem para Kamakura na linha Yokosuka. Mais uma hora de viagem e cheguei à linda Kamakura às onze horas.

Sob um frio de 4.5 graus centígrados e uma chuva bastante incômoda, comecei a explorar a cidade pelo portal da cidade, que fica na estação Kamakura. Caminhei primeiramente para oeste, em direção aos dois mais famosos pontos turísticos da cidade: o templo Hase-dera e o grande Buda (Daibutsu).


O templo Hase-dera fica num lugar maravilhoso, na encosta de uma montanha. Muitos jardins lindos e edificações típicas compõem o local. Vale totalmente a pena e ainda ganhamos de brinde uma bonita vista da praia da cidade (sim, Kamakura fica à beira-mar).


Perto dali, fui a Daibatsu ver a grande estátua do Buda. Com seus 12 metros de altura, a estátua realmente impressiona. Muito legal! Dali eu me empolguei e resolvi, como de costume, procurar outro caminho para o centro, ao invés de voltar por onde vim. Andei bem mais e por áreas apenas residenciais. De qualquer forma, em viagens assim tudo é válido...


De volta ao centro, fui ao templo Myohonji. Escondido em outra área bem residencial, ele também fica na encosta de outra montanha. Maravilhoso! Por alguns minutos desfrutei da mais absoluta paz pois era o único ser humano ali. O templo está fora do circuito basicão mas vale a pena demais!


Dali caminhei pelo centro rumo à parte norte da cidade. Passei por diversos outros templos menores  até chegar ao famoso e badalado Tsuruoka Shrine. Muito imponente, também fica em uma montanha e é bastante cheio. O lugar é lindo e ainda ganhei o bônus de assistir (e filmar e fotografar) um casamento típico japonês que estava acontecendo.


Em seguida, visitei mais alguns templos pequenos próximos como o Jukufuji e experimentei um saboroso sanduíche de salsicha japonesa com alface.


Dali continuei a caminhar rumo ao famoso templo Kencho-Ji, minha última parada em Kamakura antes das duas horas de trem de volta a Kashiwa.


Foi um dia inesquecível, com uma pequena amostra do Japão tradicional pelo qual todo mundo nutre admiração ou, ao menos, curiosidade. Apesar de gostar demais de Tóquio, foi bom ter esta outra experiência.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

De tudo um pouco: Shibuya, Meiji Shrine, Shinjuku, Ueno e Akihabara


Hoje estava bem cansado e não consegui levantar cedo. Saí do hotel às nove e me desloquei para Shibuya, região bastante movimentada e normalmente frequentada por jovens.


Cheguei a Shibuya às dez e quinze. Que viagem longa! Andei um pouco pelo movimentado bairro e consegui ver e registrar (1) as multidões atravessando a rua e (2) algumas lojas muito sofisticadas.


De lá, fui para o templo xintoísta Meiji, que fica no centro do parque Yoyogi em Harajuku. Muito bonito e imponente, com seus diversos portais (torii), um prédio principal e alguns auxiliares e as tradicionais tanques de água limpa para lavarmos as mãos e bebermos como forma de purificação. Templos xintoístas costumam ser construídos em locais com natureza privilegiada mas este é definitivamente especial!

Saí do parque pelo norte e rumei para Shinjuku, centro moderno de Tóquio. Seus arranha-céus são poucos mas impressionam e um deles (o hotel Park Hyatt) foi cenário para o filme Encontros e Desencontros. Mas estava nublado, eu tinha pouco tempo e, por isso, passei rápido por lá.



Em seguida, fui para a região de Kabukicho, o distrito da Luz Vermelha daqui. Mas a Juninha pode ficar tranquila pois sábado de manhã é só pra ver a arquitetura do local, que é controlado pela Yakusa (e talvez o único lugar perigoso para os padrões japoneses). Não vi nada além de alguns anúncios com fotos comportadas e umas ruelas com caras razoavelmente grandes (também para os padrões japoneses :)) em pé em frente às portas de estabelecimentos.


Como ainda estava meio apertado de tempo, desisti de parte da minha caminhada de 18km pelo centro de Tóquio e entrei na gigantesca estação Shinjuku. Descobri hoje cedo que ela é a maior do país com 200 entradas e mais de 3 milhões de pessoas diariamente. Pude comprovar tudo isso na prática pois nunca vi tanta gente e o GPS não funciona lá embaixo. Ah, mais um mico alimentício: tentei escolher o salgado em forma de peixe que mais parecesse ser salgado. Ainda assim era doce e recheado com uma péssima versão verde da PASTA DE FEIJÃÃÃO...



Peguei um trem em direção ao lindo parque Ueno. Lá visitei os templos xintoístas Benten-Do e Tosho-go. O primeiro, inesperado, fica à beira de um lago com uma linda plantação de flores de lótus. Gostei demais! O segundo, muito famoso, também é bem bonito e vale a visita. Passei pela porta do zoo, do museu de arte moderna e do museu de ciência mas era muita coisa para pouco tempo. O mais legal, no entanto, foi comprar uns souvenirs Made in Japan numa feirinha de tendas cobertas no centro do parque. Muitos produtos típicos japoneses e, infelizmente, pouco espaço na bagagem, pouca profundidade nos bolsos e pouca disposição nos pés para aguentar o peso...



Para fechar com chave de ouro, fui fazer algumas compras importantes em Akihabara pois ninguém é de ferro e me restam poucos dias aqui. O Bê vai gostar do iPod Dock dele e os pais dele vão tirar belas fotos com a SLR Canon que eles vão usar de agora em diante!

Amanhã devo ir a Kamakura, uma pequena e antiga cidade a uns 80km de Kashiwa. Ela foi capital do império entre os séculos XII e XIV e possui inúmeros templos e a famosa estátua Daibutsu (o grande Buda), de 12 metros de altura.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Micos alimentícios da viagem


É claro que nem tudo são flores quando estamos num lugar tão diferente. Se passamos por perrengues até no nordeste ou na Amazônia, imagine no Japão!

Neste post falarei sobre micos e perrengues alimentícios pelos quais passei. Posso dizer que foram até mais do que os esperados pois tenho assumido grandes riscos propositalmente. Compro e experimento coisas por "feeling" e quase não recuso nada. Por isso, eis algumas bolas fora:

- usei um cubo de curry (tipo os nossos caldos de galinha/carne) inteiro em um noodle. Ficou fortíssimo, quase insuportável!

- comprei um saco de bonitos pães recheados com uma massa marrom. Não, não era chocolate. Era PASTA DOCE DE FEIJÃO! Se já não gosto nos doces típicos imagine no pão...

- comprei uma caixinha com 300 ml de leite com chá (sem açúcar!!!). Muito estranho! E o pior é que esta não foi por engano...

- comprei por engano duas embalagens Tetrapak de 1 litro de café gelado sem açúcar! Horrível! Como penalidade, tomei uns dois copos cheios antes da solução, que foi comprar um achocolatado com leite em pó e transformar tudo em capuccino gelado!

- comprei PET de 2 litros de chá verde gelado sem açúcar! Este está difícil de descer e talvez seja o único a ir parar diretamente no esgoto de Tóquio.

Acho que preciso comprar urgentemente um saco de açúcar. E maneirar com as experiências :)

Infelizmente o clima não deve permitir que eu vá ao monte Fuji no fim de semana

Eu já estava planejando o sábado: acordar o mais cedo possível e pegar o primeiro trem para o centro. Visitar o mercado de peixes e, se possível, acompanhar o famoso leilão de atuns gigantes (você sabia que eles chegam a custar mais de um milhão de ienes, ou seja, mais de vinte mil reais???). Talvez aproveitar para comer algo diferente... Depois, ir para Hakone e visitar o monte Fuji.

Infelizmente, chuva nos dias é o que devo encarar por aqui. E o frio deve voltar.

Amanhã e domingo, meus últimos dias totalmente livres por aqui, acho que vou ao templo Meiji, ao parque Ueno, a Shibuya e a Akihabara novamente.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Os sanitários japoneses são uma atração à parte!


Já tinha ouvido falar a respeito mas agora pude comprovar: os sanitários japoneses são muito legais! O do meu quarto do hotel, por exemplo, tem as seguintes funções:


- Warm Seat: aquece o assento para maior conforto bumbumzístico em dias de muito frio!


- Deodorizer: alivia a barra da gente após uns tempuras a mais;


- Bidet: conforme mostra o ícone, aciona um jato contínuo de água ajustado às partes íntimas especificamente femininas. Pelos meus testes ele é inofensivo para nós homens! Na verdade, ele é até mais adequado devido às diferenças entre o nosso corpo e o dos japoneses...


- Spray: o engraçadíssimo ícone diz tudo, este é o "lavador de popô";


-  Water pressure: controla a pressão dos jatos de água das funções Bidet e Spray.


Ainda tem botões Stop e Standby e, de tempos em tempos, o sanitário dá uma pequena descarga. Ah, tem mais: quando a gente senta no vaso, ele se enche de água também pois fica quase vazio após cada descarga.


Pelo que sei, ainda existem alguns públicos que fazem autohigienização no assento e coisa e tal. Aí só vendo pra crer...


Só faltam botões de ejeção ou sucção. Ainda bem!


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Ótimo dia aqui em Kashiwa e Asakusa


Hoje a temperatura oscilou entre 08 e 16 graus e o dia amanheceu bem ensolarado. Muito bonito mesmo! Tivemos aulas no NRIPS pela manhã e em Tóquio à tarde. Visitamos uma enorme empresa de segurança que trabalha com proteção pessoal e patrimonial. Acreditem, eles não usam (nem podem usar) armas de fogo! É claro que tudo funciona online e eles tem até robôs de segurança. Ao final, ainda aproveitei para tirar uma foto de mim mesmo em infravermelho!


Logo após, aproveitei que estava lá e fui a Asakusa para conhecer o famoso templo Sensoji. No entanto, acredito que a viagem quase sempre é mais legal que o destino e, por isso, curti muito também os dois deslocamentos de trem e metrô. Vi uma estação de trem linda à beira do rio, coisa difîcil de se imaginar neste tipo de meio de transporte e, principalmente neste tipo de cidade. Vi também gente pescando no rio à beira da estação.


Cheguei finalmente ao templo Senso-Ji. Bastante bonito e imponente, foi reconstruído após os bombardeios de 1945. No entanto, é o típico ponto turístico basicão, cheio de gringos, lojinhas e vendedores de tudo quanto é coisa.


O mais legal estava por vir. Eram seis da tarde e tinha acabado de escurecer. Com vontade de explorar mais a cidade, resolvi ir dali para Akihabara a pé. Como tinha esquecido os mapas de metrô e do centro da cidade no hotel e sabia de cabeça que a direção era para sudoeste, liguei a bússola do meu relógio e comecei a andar.

Passei pelo bairro de Asakusa, que é muito legal, cheio de restaurantes e ruas bem típicas. Depois passei por uma região bem antiga, sem nenhum turista (eu já nem conto pois estou completamente adaptado :)) e com comércio típico (pequenos móveis japoneses, hashi, potes para sopa, peças decorativas...). Parei em uma loja que parecia ser a mesma há uns quarenta anos e comprei algumas coisinhas. Legal demais!


Depois dali, continuei a andar um pouco para sul um pouco para oeste. Passei por um centro cheio de funcionários andando apressados e um comércio bem popular. Parei numa banquinha para comer um salgado bem comum aqui (não sei o nome mas gosto). O cara da banca era a simpatia em pessoa e muito peça rara, como dá pra ver pela foto!



Mais alguns quarteirões para sul e outros para o oeste e... hai! Cheguei à avenida principal de Akihabara, que nunca vou esquecer. Sou capaz de ficar dias naquele lugar! Resolvi andar um pouco por ruas paralelas menos movimentadas e vi umas coisas muito pitorescas. Num bar estilo karaokê, vi um monte de homens rindo e aguardando sua vez de tirar fotos com quatro garotas vestidas de bonecas e falando no microfone com a voz mais estridente do universo. Bizarro demais!


Depois fui para algumas lojas principais. Quer saber? As lojas daqui são o Verdemar e a BestBuy é um Carrefour Bairro. A Staples, então, é o Epa...


Vou sentir muitas saudades daqui!



Atualização: eis o mapa da minha caminhada! Foram 5.5 prazerosos quilômetros entre Asakusa e Akihabara...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O metrô aqui é menos difícil do que parece


Metrôs e trens são fundamentais ao Japão, principalmente em grandes cidades como Tóquio. No entanto, apesar de todo o gigantismo (mais de 700 estações na grande Tóquio) e do volume de pessoas, devo dizer que está bem tranquilo usar os serviços.


Como em Londres ou Paris, é possível comprar passes especiais por tempo. Mas para poucos deslocamentos o ideal é comprar passes individuais. Para isto, é necessário sempre saber a origem e o destino. Olhando nos mapas da estação (ou perguntando em inglês, mímica ou papelzinho no "ticket office"), compramos tickets específicos por preços que variam conforme a distância. Bem justo! Também é possível planejar o deslocamento e checar o preço online no site http://www.tokyo-subway.net/english.


Se errarmos o valor ou mudarmos de ideia, é possível ir para a nova estação e fazer o ajuste em máquinas específicas para isto: elas invalidam seu ticket e te dão um novo na tarifa correta. Fiz isso no sábado e funcionou 100% (como tudo aqui!).


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Mais uma experiência: terremoto!

Apesar do título, não se assuste pois foi bem leve! De acordo com a agência meteorológica japonesa, teve magnitude de 4.6 e o epicentro não foi próximo. Por isso, cerca de 15 minutos atrás senti apenas um tremor engraçado no chão e na cadeira. A porta também fez um barulho e balançou. Tudo isso em uns dois segundos. Mas repito, está tudo bem!

Para maiores informações sobre o terremoto, leia aqui.

Acredite, nem sinto falta de picanha!


Quando voltar ao Brasil, pode ser que eu volte à minha dieta fortemente baseada em carne vermelha. Tenho que falar isso pois podem me cobrar depois. Mas, não consigo nem pensar nisso neste momento!


Estou me sentindo super bem com a comida japonesa. O tempero é muito suave e a comida é servida quase à temperatura ambiente. Diversidade, cor e aroma parecem ser as chaves: sempre comemos quatro ou cinco pequenas porções. A sopa miso esquenta o corpo, o arroz "dá sustança", a salada tem os vegetais necessários e ainda algo crocante e a proteína vem, por exemplo, no peixe do prato principal. Pra mim, a combinação é perfeita.


Hoje, por exemplo, comi atum cozido com vegetais, salada crocante, sopa miso e arroz. Estava tudo ótimo e me sinto muito bem. Estou ávido para experimentar novos sabores por aqui e acho que vou inclusive encarar um peixe no mercado dos peixes, que pretendo conhecer no sábado cedo.


Estou gostando inclusive de usar o hashi, que me parece cada vez mais adequado! Mas como é impossível gostar de tudo, aguarde até o fim da viagem um post sobre as comidas estranhas...


domingo, 21 de fevereiro de 2010

Fim de semana no Japão

Este fim de semana foi sensacional e gostaria de compartilhar com todos os pontos que visitei. Por isso, além dos posts que escrevi a respeito, queria mostrar a todos geograficamente os lugares visitados. Os links abaixo apresentam mapas com as respectivas rotas:

2010.02.20 - 01 - De Kashiwa ao Palácio Imperial

2010.02.20 - 02 - Palácio Imperial e Akihabara

2010.02.21 - 01 - De Shimbashi a Odaiba

2010.02.21 - 02 - De Odaiba e Shimb­ashi a Shinjuku e Harajuku

Espero voltar um dia para refazer os trajetos e conhecer novos lugares!!!

Domingão no Japão

Hoje resolvi acordar mais cedo e sair sozinho para fazer o dia "render". Deixei o hotel às 07h10min e curti um pouco a calma das ruas de Kashiwa num dia não comercial. Mas essa relativa calma durou uns 05 minutos até eu chegar à estação de trem, que estava bem cheia.

Para não errar o caminho como ontem, fui até o balcão de tickets e perguntei no meu japonês de avião: "Shimbashi-eki kudasai?". Ouvi algo :) dito de forma simpática e vi o valor de 540 yens. Paguei, peguei o ticket, apontei para as plataformas de embarque e nova embromashi: "ichi, ni, sam?". Ouvi "sam alguma coisa" e fui para a plataforma 3 (sam).

O trem era o correto e curti a viagem. Perto de Kashiwa, avistei do vagão um grupo fazendo Tai-Shi-Shuan às 07h30m do domingão num campinho de várzea. É, quando dizem que japonês é muito disciplinado, as pessoas não fazem idéia do quanto...



Cheguei à estação Nippori e fiz a conexão para a "Yamanote line", que faz um anel em volta do centro de Tóquio. Muito tranquilo! Por volta de 08h10min, cheguei à estação Shimbashi, de onde sai o trem aéreo automático Yurikamome, que vai para a ilha artificial de Odaiba. No entanto, só queria fazer ida ou volta neste trem, não os dois. Decidi aproveitar a energia matinal e fui a pé, passando pela linda Rainbow Bridge, uma ponte estilo Golden Gate só que muito maior. Grande erro: cheguei lá 09hs mas a ponte só abria para pedestre æs 10hs. E eu morrendo de vontade de ir ao banheiro.Procurei lojas de conveniência na região mas todas estavam fechadas. Andei até a estação de metrô mais próxima mas nada de banheiro. Tive que desenvolver meu autocontrole e segurar a onda. Às 10hs, atravessei a longa ponte e cheguei a Odaiba. Lá caminhei por uma praia artificial e encontrei um banheiro!



Logo após, segui para os museus de ciência marítima e tecnologia. O primeiro só vi por fora pois o segundo seria (como foi mesmo!) o ponto alto do dia. No caminho ainda passei pelo lindo prédio da Fuji TV e pelo Aqua City.

O museu de tecnologia é fantástico! Vi inúmeros robôs e braços mecânicos (inclusive controlei alguns), brinquei com tecnologias sensoriais super legais como alguns equipamentos que geram sensações na unha através de ondas! Vi um outro que gerava imagens coloridas se eu olhasse rapidamente, mexendo a minha cabeça. Testei uma mão mecânica que pega no ar (quase sempre) uma bola arremessada próximo a ela. Finalmente, conheci o Asimo, sensacional robô criado pela Honda. Ele corre, chuta bola com direção, faz impensáveis movimentos.




Depois de sair do museu, caminhei de volta ao Aqua City para umas compras pois não sou de ferro! Acho que a Juninha ficará feliz com o resultado...

Ao sair do shopping, peguei o "trem aéreo sem piloto". Que barato! Muito rápido e confortável, faz uma curva em 270 graus (quase um loop) na saída da Rainbow Bridge! Desembarquei na estação Shimbashi e de lá rumei para Shinjuku para ver alguns arranha-céus.



Shinjuku é um movimento só. Quase cinco da tarde de um domingão e vi gente pra caramba nas ruas! Desci caminhando em direção ao templo Meiji mas me dei mal pois ele estava fechado hoje (não faço ideia porquê). Tirei apenas umas fotos daquele famoso e bonito portal.



De lá, continuei o passeio por Harajuku, que começou como um bairro totalmente tradicional e sofisticado para se mostrar afinal um point da moçada, com direito àquelas japonesas engraçadíssimas vestidas de bonecas, Hello Kitty, princesas e por aí vai. Terminei o passeio numa Gap para mais umas comprinhas (economizei tanto com andando quase só a pé) e voltei exausto mas felicíssimo para o hotel...


sábado, 20 de fevereiro de 2010

Estação central Tokyo, Palácio Imperial e eletrônicos em Akihabara

Estou em Tóquio há quatro dias mas ainda não tinha conseguido um tempo para me dedicar a compras e a turismo. Hoje finalmente consegui!

Saí cedo do hotel (antes das 09hs) e rumei para a estação Kashiwa com os colegas do curso (praticamente representamos todos os continentes - Brasil, Bangladesh, Kenya, Yemen e Jamaica). De lá, quase 1 hora de viagem até a estação Tokyo, enorme com a confluência de 07 linhas e as suas 70 entradas. Saímos por uma que parecia estar na direção do Palácio Imperial.



Caminhamos então por alguns minutos e fomos ao Jardim Leste. Um passeio bem legal, com direito à entrada em um museu em que o imperador mostra presentes recentemente recebidos de chefes de estado de inúmeros países. Não vi nenhum do Brasil...



Depois rumamos para o Palácio Imperial, que só pudemos ver por fora. Parece muito diferente e pode ser visitado internamente (com direito a apertar a mão do imperador) duas vezes ao ano.



Em seguida, continuamos a caminhar por praças e ruas da região voltando para a estação Tokyo, onde almoçamos. O almoço foi bem legal, com direito a carne de porco como "mistura" e uma salada com frutos do mar para acompanhar (além das tradicionais sopa Mizo e tijelona de arroz).



Após o almoço rumamos para Akihabara. Que lugar incrível! Inúmeras (dizem que são 600) lojas de eletrônicos, quinquilharias e muita coisa relacionada a Anime e videogames. Umas meninas vestidas de formas mais loucas e com vozes superestridentes anunciavam nas ruas algo que imagino serem promoções. O lugar é surreal e ficamos andando por lá até depois das 18 horas, quando retornamos ao hotel.



Não falei antes mas nos perdemos no metrô e um japonês simpatissíssimo desviou do caminho dele e ficou uns 15 minutos até ter certeza que entramos na linha correta. Ao pagarmos a conta no restaurante, ficamos trocando "arigato gozaimasu" com o gerente até desistirmos (ele continuava a nos cumprimentar e falar "arigato..."). Terminei o dia comprando uma espécie de sanduíche de legumes no shoyu (muito gostoso) numa banca aqui perto do hotel em que um japonês quarentão de cabelo loiro e comprido com dois brincos na orelha e cara de fã do Bruce Dickinson me recebeu (sem falar uma palavra em inglês) com a mesma simpatia e cara de alegria que todos os outros. Estes japoneses são realmente fascinantes!!!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Comendo no Japão



A minha alimentação no Japão era motivo de preocupação de quase todos, eu incluído. Afinal, quando se fala em comida japonesa no Brasil se pensa imediatamente em sushi e, depois, em sashimi. Bem, cheguei na terça-feira e devo dizer que até agora tenho me alimentado muito bem e sem estranhar nada.


O café da manhã é composto de maçãs (lindas, enormes e deliciosas), suco de laranja, pães (muito gostosos, alguns deles com uvas passas, tradição japonesa) e café com leite (gelado :)). Na hora do almoço, tenho comido sempre no NRIPS, centro de pesquisa em polícia científica do Japão, onde estou fazendo o curso. O refeitório, muito bem montado, oferece sempre duas opções de prato principal. Além disso, a sopa Miso e mais um ou dois acompanhamentos (tigela de arroz, saladas, etc.). No primeiro dia, comi um frango frito à moda chinesa com macarrão. Ontem comi um creme muito gostoso à base de legumes e cogumelos (a consistência e o sabor lembravam um strogonoff mais leve). Hoje (foto principal do post) comi uma tigela enorme de arroz com um cozido de frango, cebola, algo parecido com alho poró e por aí vai. Estava muito bom!

Ao final do almoço estilo bandejão, todos fazem fila e devolvem as bandejas. Mas não fica nisso: ao invés de ter um funcionário dedicado a receber as bandejas, jogar fora os restos de comida e separar talheres, copos, pratos e tijelas, o que se vê é uma mesa grande onde todos fazem isso. Funciona perfeitamente: todos doam um ou dois minutos do seu tempo para deixar o ambiente arrumado e facilitar o trabalho do pessoal que cuida da alimentação. Que exemplo!



A comida tem pouco tempero e quase nunca é apimentada. Bem ao meu gosto. O arroz não tem sal nem óleo mas não estranhei. Acho que eles veem o arroz como base para tudo, não como um prato. As porções são servidas em recipientes separados e bem arrumados, fazendo com que a refeição fique vistosa. Já tinha lido sobre isso: o japonês come com os olhos. No supermercado, inúmeras marmitinhas prontas com porções pequenas bem arrumadas e coloridas. Abusa-se dos vegetais, que dão um visual legal para a comida. Por enquanto, estou em casa...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Nevando pra caramba!

Hoje consegui acordar às quatro da manhã, o que foi uma grande vantagem! Acho que estarei dormindo normalmente daqui a uns dois dias...
Fiz hora, entrei na internet, respondi emails de amigos, li sobre tecnologia. Às 06h30m, resolvi abrir a cortina pra ver "o sol" (ontem o sol estava brilhando por volta de 07h). Sabe o que encontrei? Muita neve! Muita mesmo. Está parecendo cenário de filme de Natal americano. Tirei algumas fotos e fiquei admirando (é apenas a segunda vez que vejo neve cair).
Com 1 grau e sensação térmica de 5 abaixo,  a temperatura está ótima lá fora :). Acho que vou virar picolé quando tiver que sair para o curso...

Primeiro dia de aula no Japão

Hoje foi o meu primeiro dia de aula aqui no Japão e aprendi muitas coisas:
- o preço do trecho de ônibus ou metrô depende da distância percorrida. Nunca vi nada tão justo...
keio_bus_stop.jpg
- todos realmente são muito cordiais. Impressionante!
- a alimentação aqui não é feita de sushi no café, almoço e jantar. Almocei super bem sem ter que comer alga.
- a sopa de Miso é muito gostosa. Melhor se a minha tivesse vindo com Tofu, com esta aqui: 
miso-soup.jpg
- supermercado é bom demais, mesmo quando você não entende nenhum nome de produto. Consegui comprar suco de laranja, pães salgados gostosos, noodles (bem melhores que os nossos :)) e café com leite estilo Starbucks (um genérico com símbolo quase igual). Tudo isso sem rombo algum no orçamento. Amanhã vou dar uma olhada nas frutas...
- a estrutura de pesquisa em perícia que eles tem é fantástica! Vi coisas que nunca tinha imaginado. Mas crime, que é ruim, eles quase não tem :)  Melhor impossível!
Até agora, a única grande barreira que tenho notado é realmente a língua. A minha situação tem sido facilitada pelo enorme apoio logístico dado pela JICA. A nossa organizadora do curso é atenciosíssima e nos explica tudo. Mas turismo no Japão depende disso: preparação e apoio. No mais, excelente!