Rumei para a estação Tóquio, onde peguei o trem para Kamakura na linha Yokosuka. Mais uma hora de viagem e cheguei à linda Kamakura às onze horas.
Sob um frio de 4.5 graus centígrados e uma chuva bastante incômoda, comecei a explorar a cidade pelo portal da cidade, que fica na estação Kamakura. Caminhei primeiramente para oeste, em direção aos dois mais famosos pontos turísticos da cidade: o templo Hase-dera e o grande Buda (Daibutsu).
O templo Hase-dera fica num lugar maravilhoso, na encosta de uma montanha. Muitos jardins lindos e edificações típicas compõem o local. Vale totalmente a pena e ainda ganhamos de brinde uma bonita vista da praia da cidade (sim, Kamakura fica à beira-mar).
Perto dali, fui a Daibatsu ver a grande estátua do Buda. Com seus 12 metros de altura, a estátua realmente impressiona. Muito legal! Dali eu me empolguei e resolvi, como de costume, procurar outro caminho para o centro, ao invés de voltar por onde vim. Andei bem mais e por áreas apenas residenciais. De qualquer forma, em viagens assim tudo é válido...
De volta ao centro, fui ao templo Myohonji. Escondido em outra área bem residencial, ele também fica na encosta de outra montanha. Maravilhoso! Por alguns minutos desfrutei da mais absoluta paz pois era o único ser humano ali. O templo está fora do circuito basicão mas vale a pena demais!
Dali caminhei pelo centro rumo à parte norte da cidade. Passei por diversos outros templos menores até chegar ao famoso e badalado Tsuruoka Shrine. Muito imponente, também fica em uma montanha e é bastante cheio. O lugar é lindo e ainda ganhei o bônus de assistir (e filmar e fotografar) um casamento típico japonês que estava acontecendo.
Em seguida, visitei mais alguns templos pequenos próximos como o Jukufuji e experimentei um saboroso sanduíche de salsicha japonesa com alface.
Dali continuei a caminhar rumo ao famoso templo Kencho-Ji, minha última parada em Kamakura antes das duas horas de trem de volta a Kashiwa.
Foi um dia inesquecível, com uma pequena amostra do Japão tradicional pelo qual todo mundo nutre admiração ou, ao menos, curiosidade. Apesar de gostar demais de Tóquio, foi bom ter esta outra experiência.

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